Bússola Política

As correntes

As vertentes políticas no Brasil

Cada corrente explicada de forma simples, do jeito que seus próprios defensores a reconheceriam. Sem elogio, sem crítica, todas com o mesmo cuidado.

Política não precisa ser um palavrão nem um jogo de torcida. No fundo, quase toda discussão sobre o país cabe em duas perguntas: quanto o governo deve participar da economia e da sua vida, e o quanto a sociedade deve mudar ou preservar seus costumes. A primeira pergunta separa quem quer mais Estado, mais divisão de renda e mais serviços públicos de quem quer mais mercado, menos imposto e mais liberdade para empreender. A segunda separa quem valoriza tradição, ordem e autoridade de quem prioriza mudança, diversidade e liberdade individual.

Cruzando essas duas perguntas nasce a bússola: quatro campos e, dentro deles, onze vertentes que descrevem as formas mais comuns de pensar o Brasil hoje. Você quase nunca é uma vertente pura. O normal é ser uma mistura, mais de uma aqui, um pouco de outra ali, e é exatamente essa mistura que o teste calcula a partir das suas respostas a situações concretas do cotidiano: o SUS, o Bolsa Família, a CLT, as cotas, o aborto, as armas. Nenhuma resposta é a certa, e cada vertente abaixo é descrita com o mesmo cuidado e o mesmo tamanho. A ideia não é te rotular, é te dar uma linguagem melhor para entender o que você já pensa.

Passe o mouse ou toque num card para ver a descrição.

Mudar as bases do sistema, pela urna

Acha que o sistema hoje favorece poucos e quer mudá-lo fundo: mais empresas e serviços nas mãos do Estado, muita divisão de renda e poder pro povo. Mas tudo pelo voto e com liberdade, sem ditadura.

esquerda na economia liberal nos costumes
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Mercado com um governo forte que cuida de todos

Aceita empresa privada e mercado, mas quer um governo forte garantindo SUS, escola pública e direitos do trabalhador, cobrando mais de quem ganha mais. Quer diminuir a distância entre ricos e pobres sem acabar com o sistema.

esquerda na economia moderado nos costumes
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O Estado puxando a economia e o país

Confia no Estado como motor: estatais fortes, indústria brasileira, obras e investimento público, com orgulho nacional. Junta economia à esquerda com uma visão mais firme de ordem e de país.

esquerda na economia tradicional nos costumes
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Direitos, diversidade e meio ambiente na frente

Coloca no centro os direitos das minorias, a igualdade entre as pessoas e o cuidado com o meio ambiente. Defende liberdade nos costumes e mudança; na economia fica no campo do centro-esquerda.

esquerda na economia liberal nos costumes
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Liberdade de cada um com uma rede de proteção

Gosta do mercado e das liberdades individuais, mas quer o governo garantindo uma rede que ampare quem precisa e dê oportunidade igual. Aceita lucro e empresa sem largar a mão de quem fica pra trás.

esquerda na economia liberal nos costumes
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Nem tanto ao mar, nem tanto à terra

Foge dos extremos. Usa um pouco de mercado e um pouco de Estado conforme o que resolve, e equilibra tradição e mudança. Olha o resultado, não a bandeira.

centro na economia moderado nos costumes
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Menos governo, mais mercado e liberdade

Quer um Estado pequeno, menos imposto, privatizações e mais liberdade pra empresa e pra pessoa. Confia mais na iniciativa de cada um e na concorrência do que no governo.

direita na economia moderado nos costumes
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O governo fora do seu bolso e da sua vida

Leva a liberdade ao máximo: Estado mínimo, quase nada de imposto e de regra, e o governo sem se meter na economia nem na vida privada das pessoas.

direita na economia liberal nos costumes
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Liberal no bolso, conservador nos valores

Quer mercado livre e Estado enxuto na economia e, ao mesmo tempo, valoriza a família, a ordem e a tradição no dia a dia da sociedade.

direita na economia tradicional nos costumes
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Família, fé, tradição e ordem

Vê a família, a fé, os costumes e a ordem como a base da sociedade. Desconfia de mudança rápida e valoriza a autoridade e aquilo que já foi testado pelo tempo.

direita na economia tradicional nos costumes
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Segurança, ordem e valores do país

Dá peso à soberania, ao combate ao crime, à ordem e aos valores tradicionais. Defende um Estado firme nos costumes e uma identidade nacional forte.

direita na economia tradicional nos costumes
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Comparações que mais confundem

Vertentes que muita gente troca uma pela outra. Cada página explica a diferença em linguagem simples, com uma tabela lado a lado.

Descubra a sua

Em vez de escolher uma vertente no chute, responda 14 situações do dia a dia e veja onde você cai no mapa, entre todas elas.

Fazer o teste

Perguntas frequentes

O que quer dizer "vertente política"?

É a família de ideias com que você mais se parece na hora de pensar o país: o tamanho do governo, quem paga mais imposto, como tratar segurança, costumes e liberdade. Quase ninguém é 100% de uma só; a maioria é uma mistura, e este teste mostra qual mistura é a sua.

Ser de esquerda ou de direita é o quê, na prática?

Na economia, a esquerda quer mais governo cuidando e dividindo renda; a direita quer mais mercado e governo enxuto. Mas tem um segundo lado, o dos costumes, que vai de mais tradição e ordem a mais liberdade de cada um. Por isso duas pessoas do mesmo lado podem discordar bastante.

Este teste tem lado?

O objetivo é o contrário. As situações não dizem qual resposta é de qual campo, a ordem é sorteada e nenhuma alternativa é a certa. Todas as vertentes recebem a mesma descrição, sem elogio nem crítica. A ideia é te ajudar a se entender, não te empurrar pra um lado.

Por que um partido aparece perto de mim se eu discordo dele?

A posição de cada partido é uma média, tirada de estudos de cientistas políticos e de como o partido vota em temas como armas, aborto e imposto. No Brasil muitos partidos são pragmáticos e ajustam posições ao longo do tempo, então estar perto no mapa é só um sinal pra investigar, não uma recomendação.

Quanto tempo leva e preciso me cadastrar?

Leva cerca de 2 minutos e não precisa de cadastro nem de informar nome, e-mail ou telefone. Você responde, vê seu resultado na hora e pode compartilhar por um link. Nada de login.

Meus dados ficam salvos?

O resultado é calculado no seu navegador. Só guardamos um registro anônimo (a vertente e as duas coordenadas, sem nada que te identifique) se você marcar o consentimento no fim, para compor as estatísticas públicas. Se não marcar, nada é gravado.

Posso usar em sala de aula?

Pode. A ferramenta é educativa e pensada também para escolas. Veja a página para professores, com proposta de aula e material de apoio.

Quem fez essa ferramenta?

A Bússola Política é um projeto de Gê Carvalho, com o motor de cálculo auditado estatisticamente e as fontes das posições citadas na página de metodologia.